quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Roteiro de Gourmet no Rio de Janeiro – Apenas os melhores !

Culinária tão diversificada quanto a carioca se encontra em poucas cidades no país e no mundo.
Restaurantes estrelados com sabor francês, português, italiano, espanhol e japonês dividem a preferência dos comensais com botequins tradicionais que continuam arrastando uma multidão de fiéis para as suas mesas com tampo de mármore branco e cadeiras de madeira.
Com tantas opções, elaborar uma lista com os melhores comes e bebes da cidade é uma tarefa de gigante...que bom !
A seleção apresentada a seguir se baseia na opinião de habituées consagrados, chefs célebres e gourmets famosos.
Acrescentamos somente dois conceitos: o item indicado deve “estar em cartaz”, ou seja, ser servido há mais de 10 anos e quando a casa tenta retirá-lo do cardápio a chiadeira é geral.

Gran piatto di mare – Satyricon
O proprietário do restaurante exporta frutos do mar para a Europa, mas antes de enviar os pescados, seleciona o que há de melhor para a sua casa. No gran piatto há de tudo um pouco. Mexilhões, lagostas, camarões, lascas de bacalhau, atum, ovas de peixes, vôngoles, lagostins e ostras.

Arroz de pato – Antiquarius
Muitos dizem que esse prato é melhor aqui do que na região do Alentejo. O dono português do restaurante inovou, preparando-o com pedaços generosos da ave e cozinhando o arroz no molho do próprio pato, sem levá-lo ao forno. O resultado é um prato saboroso e suculento.

Picanha – Porcão
A casa, fundada em 1975 na Av. Brasil, importa todas as peças da Argentina. A carne é servida com a parte externa grelhada, levemente temperada com sal, e o miolo suculento. Esse estilo de preparação da picanha é um dos bons segredos da churrascaria.

Tiramissu – Cipriani
A clássica sobremesa italiana é encontrada em vários restaurantes cariocas e se tornou quase banal, exceto a preparada pelo chef veneziano, como ela, Francesco Carli. Além de belíssimo, seu tiramissu é leve, com mascarpone original, café e creme de leite fresco.

Sashimi de cavaquinha – Azumi
Idéia exótica e saborosa da casa que apresenta constantes novidades no cardápio. O chef abate o crustáceo na hora e prepara a carne, servida com shoyo e raiz forte, ao gosto. Depois, é servido o restante da cavaquinha cozida.

Pizza de calabresa – Fiammetta
O requinte artesanal das suas pizzas no forno à lenha com as bordas infladas e com delicioso sabor de pão conquistou os cariocas. O recheio da massa leva molho de tomate italiano, mussarela fior de latte, azeite extra-virgem e folhas frescas. A melhor é a sensacional cobertura de calabresa, lingüiça preparada especialmente para a casa, concentra pouca gordura e tem leve sabor picante. A Fiamma, eleita a melhor do Brasil em 2002, também é imperdível.

Shiitake no forno a lenha – Capricciosa
É o maior trunfo da casa. O cogumelo fica irresistível depois de assado no forno a lenha. Servidos inteiros e temperados apenas com azeite extra-virgem, sal e alho. Imbatível.

Saquerita de lichia – Sushi Leblon
O segredo é a fruta importada do Japão em compota, concentrada em calda de açúcar. Ao acrescentar a dose certa de saquê de boa qualidade, a bebida fica na medida, nem muito doce, nem com forte gosto de álcool.

Fondue – Hansl
Uma vista deslumbrante da Barra da Tijuca fica melhor ainda degustando uma fondue de carne, opções de filet mignon ou picanha. As peças são servidas em cubos bem limpos e com vários molhos preparados no autêntico estilo austríaco.

Pastel – Guimas
O restaurante foi um dos primeiros a usar recheios mais sofisticados nos pastéis. O de queijo brie virou um clássico e o de camarão é adorado. Tem tudo a ver com a badalação do "Baixo Gávea".

Bolinho de bacalhau – Adega d’Ouro
Essa disputa é acirradíssima. Quase todo boteco serve essa iguaria, mas nenhum bolinho se compara ao preparado no simpático e típico restaurante de Vicente de Carvalho, na Zona Norte da cidade, bem perto da estação do Metrô. Leva os ingredientes que todo mundo conhece: bacalhau, batata e azeitona. O segredo do especialíssimo sabor está nos itens adicionais que ninguém sabe quais são.

Paella – Parador Valencia
“Um pedaço da Espanha em Itaipava”. É verdade, vale muito a pena subir a serra para saborear este legítimo prato espanhol. Na preparação são usados ingredientes locais, mas o toque do chef é de um verdadeiro valenciano, como o prato, o preferido desta cidade da costa leste da península Ibérica, bem em frente ao Mediterrâneo.

Escondidinho – Academia da Cachaça
O prato chega à mesa coberto por uma espessa camada de queijo e o conteúdo escondido é um creme de aipim mesclado com carne seca desfiada. A receita nordestina é seguida à risca.

Pargo ao sal grosso – Margutta
Clássico do mediterrâneo, onde o peixe é levemente temperado com ervas frescas e azeite, e todo coberto por uma camada de sal grosso antes de ir ao forno. O toque do chef consiste em evitar que o sabor da iguaria seja mascarado pelos ingredientes.

Feijoada 1 – Escola de Samba Mangueira
O prato favorito dos cariocas é sempre muito festejado e festeiro, agora literalmente, e com samba no pé e no prato. Em 2011, no primeiro concurso do gênero, a receita preparada pelas cozinheiras da verde e rosa, comandadas pela dedicada dona Ângela, foi eleita a melhor da cidade.

Feijoada 2 – Casa da Feijoada
Essa é no estilo exportação, servida com mais requinte em ambiente confortável.
A mudança maior está no tempero mais suave mas mantendo o típico sabor deste inigualável prato criado pelos escravos que traziam o feijão preto e temperos da África e as negras cozinheiras do Brasil colonial preparavam com carnes brasileiras, acrescentando farinha de mandioca, pimenta malagueta e laranja que eram abundantes aqui.

Feijoada 3 – Rocinha e Vidigal
Com muito sabor e agora bem temperada pela segurança proporcionada pela UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), o prato mais consumido nas comunidades tem dois endereços certos aos sábados e domingos. Na laje da tia Léa no Vidigal e na laje do Carlinhos Baiano na Rocinha, na entrada da Rua 1. O paladar é delicioso e a vista deslumbrante. Com seus pratos saborosos e ousadia, tia Léa já convidou Lula, o presidente da França, Nicolas Sarkozy e até o presidente americano, Barack Obama, para provar suas iguarias. Ela diz que eles vão adorar também a caipirinha bem “arretada” com que irá recepcioná-los. Dos dois últimos, recebeu emails agradecendo o convite e disseram que “vão agendar”.

Leitão à pururuca – Parrô do Valentin
Como dizem os mineiros, “Isso é coisinha da dinda!”, mas esse saborosíssimo prato é preparado em um tradicional restaurante português, tipicamente decorado, às margens do rio Piabanha em Itaipava. Pururucar significa deixar que a pele fique bem crocante, fazendo aquele som característico ao mastigá-la. Quanto ao tempero...bem, voce sabe, isso é coisa de mineiro.  

Ribs on the Barbie Outback
Costela de porco defumada e grelhada, regada ao molho barbecue ou billabong, servida com fritas e Cinnamon Apples (maçãs caramelizadas). O modo de preparo desse prato de sucesso é um dos segredos mais bem guardados da casa. É mais uma daquelas receitas que gostaríamos de ter.

Kassler com salada de batata – Bar Luiz
O tradicionalíssimo Bar Luiz, fundado em 3 de janeiro de 1887, quando Dom Pedro II era o Imperador do Brasil e o Rio de Janeiro a capital do Império. O nome inicial de batismo era "Zum Schlauch" (A Serpentina, em alemão), especializado em servir cerveja em suas mesas de mármore. Reduto histórico da boemia e da política, foi consagrado ao longo dos anos como ponto de referência na memória e no cotidiano do carioca. Depois da era da cerveja com aperitivos, veio o chopp com pratos da culinária alemã. O chopp é considerado um dos melhores do Brasil há muitos anos e o “quase obrigatório” kassler com salada de batata é servido com sucesso praticamente desde a fundação.

Camarão grelhado ao sal grosso – La Plancha
O ambiente é rústico, mas tipicamente aconchegante. Inaugurada em 1994 com apenas 40 lugares, no Mercado do Produtor da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, a casa é abastecida pelos frutos do mar da peixaria da família espanhola Barcia, que fica no corredor ao lado. À qualidade e ao frescor dos pescados são acrescidas generosas pitadas de temperos espanhóis, alguns trazidos diretamente da Europa, sempre com a incansável dona Rosa comandando tudo.

Moqueca de lagosta Sentaí
Conhecido como o Rei da Lagosta, esse simpático e peculiar representante da culinária lusitana, se especializou no mais nobre dos crustáceos. No Rio Antigo era frequentado por celebridades, políticos e estrelas do cenário carioca da época. Faz questão de manter o tradicional ambiente, bem próximo da Central do Brasil, no centro do Rio.

Lombinho com queijo e abacaxi – Cervantes
Esse sanduíche é a preferência dos notívagos famintos, mas também é cultuado durante o dia. O restaurante, fundado em 1955 como mercearia que servia sanduíches famosos pela qualidade e fartura, foi um dos primeiros na cidade a misturar com sucesso doce com salgado. O segredo é o abacaxi em calda, menos ácido que a fruta ao natural. 

Empada – do Alfredo
Essa derrete saborosamente na boca. Assadas na lenha em uma carrocinha metálica somente sábado, domingo e feriado na praia de São Francisco em Niterói. Alfredo prepara uma massa finíssima com espessura mínima para segurar o recheio cremoso e quentinho, o que deixa a empada bem leve.

Omelete – Casa da Suíça
Parece fácil de fazer e...não é. Experimente esse que vem com textura semelhante à de suflê e com recheio de queijos e cogumelos. A tradicionalíssima e estilosa casa, continua sendo capaz de preparar surpresas, como transformar um simples (!?) e corriqueiro prato em um must.

Polvo grelhado – Fim de Tarde
A casa foi inaugurada em 1973 e mantém até hoje tradições da época, como garçons de terno branco e gravata preta, alguns usam summer. A proposta inicial era de ser um bar em estilo madrilenho com petiscos, mas as porções agradaram a clientela, que passou a pedir também pratos típicos, e no ano seguinte a casa passou a ser restaurante. O elegante dono é da Galícia, região de adorável gastronomia meio espanhola, meio portuguesa. A cozinha tem o seu forte nos frutos do mar. O polvo grelhado é perfumado com páprica, a doce e a picante.

Capuccino – Noz Moscada
Hoje é fácil encontrá-lo. Difícil é achar um bom. O conhecido preparo leva café expresso, chocolate em pó, espuma de leite cremosa e canela polvilhada. O segredo está na proporção de cada ingrediente. Ao servir, um atrativo no visual é a xícara coberta de espuma do leite quente.

Tournedos Bernois – Auberge Suisse
Um dos mais prestigiados restaurantes da região serrana fluminense, contempla os paladares mais exigentes, em ambiente intimista e vista deslumbrante. A arquitetura do lugar tem inspiração alpina e a gastronomia, à moda francesa e suíca, tem pratos criados exclusivamente pela proprietária que cultiva, em horta no local, temperos, verduras e legumes. Queijos, massas e molhos também são de produção própria. Há ainda uma área conhecida como fazendinha, reservada à criação de animais que, não raro, dão origem à saborosíssimos pratos. O Tournedos Bernois é alto, envolto com bacon ao molho de vinho tinto e ameixas.     

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