quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Roteiro de Sol & Mar no Rio de Janeiro – 5 praias selvagens!

Uma metrópole com o privilégio de ser dona de uma extensa e maravilhosa faixa litorânea, o Rio alcançou fama internacional graças, em grande parte, às suas famosas praias urbanas, principalmente as badaladas Copacabana, Ipanema, Leblon e, mais recentemente, Barra da Tijuca. Mas essa orla exuberante que abriga 71 praias, cada uma com um charme diferente, tem cinco delas ainda incrivelmente selvagens.
Parece inacreditável, mas a menos de 30km do Barra Shopping, em pleno coração fervilhante da Barra da Tijuca, localizam-se cinco recantos paradisíacos, e mais surpreendente ainda é estarem lado a lado, como se a natureza tivesse escolhido formar um pequeno paraíso composto por cinco fantásticas e deslumbrantes praias.

Todas estão situadas na Área de Proteção Ambiental de Grumari, no costão entre Grumari e Barra de Guaratiba, aonde só é possível chegar por trilhas de níveis leve a moderado, barco ou helicóptero. São cinco praias, de areias brancas, águas límpidas, protegidas por paredões de pedra e vegetação intocável. As praias dos Búzios (ou das Conchas), do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno são pouquíssimo conhecidas, até mesmo pelos cariocas.
Para conhecer as cinco é preciso um pouco de espírito de aventura para quem não está acostumado a percorrer 3,5km de trilhas, acompanhando a sinuosidade da encosta, em cerca de três horas de caminhada. Mas o esforço é amplamente recompensado pela extraordinária beleza, visual estonteante e tranqüilidade surpreendente.
É uma região de vegetação integrada com o mar, frequentemente deserta, com todo o entorno praticamente intocado. De lá, descortina-se, de diferentes ângulos, uma vista inesperada do Rio de Janeiro, da Barra da Tijuca e da Pedra da Gávea. É uma paisagem que os cariocas logo identificam, mas que parece estar fora da realidade e da cidade. E melhor, são todas áreas propícias à prática de esportes, do surf na praia do Meio ao rapel na Pedra da Tartaruga, próximo à praia do Perigoso. Esse pedaço do litoral carioca costuma ser refúgio de pescadores e de praticantes de camping selvagem nos feriados prolongados.
As praias dos Búzios e do Perigoso, por terem águas mais calmas e acesso mais fácil, são as preferidas por quem se dispõe a fazer apenas 40 minutos de caminhada. Diz a lenda que a praia do Perigoso, com extensão de 150 metros de areia, ganhou esse nome porque era rota de fuga de presos perigosos do extinto presídio da Ilha Grande. Búzios praticamente não tem areia, é repleta de pedras que formam pequenas piscinas de águas cristalinas.
A maior das cinco praias, com 350 metros de extensão, é a do Meio, procurada principalmente por surfistas. A partir do Perigoso, a caminhada para alcançá-la é de cerca de 40 minutos. Nesse trecho da encosta fica a Pedra do Telégrafo, outro ponto de belíssima vista panorâmica.
As praias Funda e do Inferno ficam a 300 e 500 metros após a do Meio, respectivamente. O caminho até elas exige um pouco mais de disposição. A melhor rota é voltar à trilha principal e seguir na direção delas.   
O caminho ao paraíso começa na Rua Parlon Siqueira, uma ladeira íngreme, na praia do Canto em Barra de Guaratiba. No final dela, surge o primeiro trecho de trilha com 1,5km de extensão que leva a Búzios e Perigoso, situadas ao pé da Pedra da Tartaruga que vista de longe parece o casco e a cabeça do cetáceo. Para quem preferir, há barcos que saem da praia do Canto para fazer passeios e levar os visitantes às praias. Em dezembro/2011, o preço por pessoa do ingresso ao paraíso era de R$30,00. Pena que a passagem é de ida e volta !

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sábado, 10 de dezembro de 2011

Protetor solar - o exagero não vem apenas do Sol

Excesso de exposição ao sol é um dos principais fatores que causam câncer de pele no mundo. Excesso de propaganda enganosa também afeta negativamente, mas somente o bolso de quem se deixa levar por ela.

Conheça a seguir como conseguir um saudável bronzeado de dar inveja, com qualidade e sem exagero nas despesas com protetor solar.

Há um engano popular ao pensar que a proteção solar permite ficar mais tempo ao sol. Na verdade a proteção permite absorver uma certa quantidade de radiação sem maiores danos à pele. Por exemplo, a quantidade de energia solar às 9h durante 1h equivale a somente 15 minutos às 13h.

Os gregos antigos usavam óleo de oliva como um tipo de filtro solar. Ao longo do início do século XX, muitos químicos tentaram criar um filtro solar efetivo, mas não conseguiram. Finalmente em 1944, o primeiro protetor solar foi desenvolvido, pelo medico Kaue Hans Xi Bahta.

No Brasil, o primeiro filtro solar foi introduzido em 1984 pela Johnson & Johnson, em três versões com FPS (Fator de Proteção Solar) 4, 8 e 15.

O protetor solar ou filtro solar é um produto que ajuda a proteger a pele da radiação ultravioleta do sol, reduzindo as queimaduras e outros danos à pele, intimamente ligado a um menor risco de câncer de pele.

Os melhores filtros solares protegem contra raios UV-B (radiação ultravioleta com comprimento de onda entre 290 e 320 nanometros), que pode causar queimaduras , e raios UV-A (entre 320 e 400 nanometros), que causam efeitos danosos à pele a longo prazo, como envelhecimento prematuro e cancer.

Muitos protetores contém tanto compostos orgânicos que absorvem a luz ultravioleta (como o oxibenzeno) ou um material opaco que reflete a luz (como o dióxido de titânio ou o óxido de zinco), ou uma combinação de ambos.

A dosagem de aplicação do filtro solar pode ser calculada considerando um adulto mediano com altura de 1,63m, peso de 68kg, 82cm de cintura e vestindo uma sunga. Seriam necessários exatamente 29g para cobrir sua área corporal exposta.

Avaliações mundo afora, indicam que a melhor proteção é alcançada com a aplicação do protetor de 15 a 30 minutos antes da exposição ao sol, seguida uma reaplicação de 15 a 30 minutos depois que a exposição ao sol começar e reaplicações a cada duas horas. Mais reaplicações somente são necessárias se a pessoa molhar o corpo ou se suar.

A estação do ano, latitude do local, hora do dia, cobertura de nuvens, tipo de pele e filtro solar usado, todos têm efeito na produção da vitamina D na pele, mas quinze minutos por dia de exposição direta ao sol geralmente é aceito pelos médicos para se atingir um ótimo resultado na produção de vitamina D. Os especialistas recomendam uma caminhada de 15 minutos pela manhã, antes das 10h, ou no final da tarde, após às 16h, sem a utilização de filtro solar, para atingir essa necessidade.

O FPS (Fator de Proteção Solar) é uma medida de laboratório que indica a efetividade do filtro solar. Quanto mais alto o valor do FPS, maior a proteção contra a radiação ultravioleta. O FPS indica a relação entre o tempo que a pessoa pode se expor à luz solar usando filtro solar antes de se queimar e o tempo que ela pode ficar exposta à luz solar sem filtro. Por exemplo, uma pessoa que se queimaria depois de 12 minutos no sol deve se queimar em 2 horas (120 minutos) se protegida com um filtro solar de FPS 10 (10 vezes mais proteção).

Na prática, a proteção de um filtro solar depende da cor da pele, quantidade aplicada, freqüência de reaplicação, hidratação do corpo (suar ou se molhar diminui a efetividade) e quantidade de filtro solar que a pele absorve.

A regra mais simples é quanto mais clara for a pele, mais alto deve ser o FPS. O mais recomendável é usar, no mínimo, FPS 15, inclusive para quem tem pele mais morena. Para quem se expõe com frequência vale a pena investir nos fatores de proteção mais altos, mesmo que as diferenças de proteção não sejam muito grandes. O FPS 15 filtra 93,3% da radiação ultravioleta B, enquanto o FPS 30 evita 96,7%.
Especialistas em fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) afirmam que para obter uma proteção eficaz o FPS mínimo é 15 com reaplicações a cada duas horas.  

O FPS é uma medida imperfeita do malefício à pele porque um dano invisível, o envelhecimento da pele, também é causado pela radiação ultravioleta tipo A, que não causa vermelhidão nem dor. Os filtros solares convencionais não bloqueiam o UV-A tão efetivamente quanto o UV-B. Em 2004 foi comprovado que o UV-A também causa danos ao DNA de células mais profundas da pele, aumentando o risco de ocorrer melanoma maligno. Até mesmo alguns produtos rotulados como "proteção contra o amplo espectro de raios UV-A e UV-B", não provêm boa proteção contra raios UV-A.

A melhor proteção contra o UV-A é provida por produtos que contêm óxido de zinco. Provê boa proteção o dióxido de titânio, mas não cobre todo espectro do UV-A.

Devido à confusão criada pelos consumidores sobre o grau verdadeiro e a duração da proteção oferecida, restrições nos rótulos dos produtos são impostas em vários países. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), o órgão federal americano regulador de alimentos e medicamentos, decidiu instituir o rótulo de FPS 30 para filtros que oferecem a máxima proteção. Essa atitude foi tomada para desencorajar empresas a produzirem falsos títulos com relação ao nível de proteção oferecida (tal como "proteção o dia inteiro") e porque um filtro com FPS acima de 30 não provê proteção significativamente maior.

O Rio do século XIX - comes & bebes & vestes

Machado de Assis (à1839 1908), conhecido por ser um sagaz observador da sociedade carioca do século XIX, elaborou uma produção literária cujo pano de fundo se desenvolveu graças à intensa vida social e cultural que levava. O escritor, poeta e fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1897, se baseou em tudo e em todos para compor os seus personagens. Das confeitarias, inspiradas nos cafés parisienses, que pipocavam pela então capital, aos bares, saraus, restaurantes e teatros que se espalhavam pelo Rio, após a chegada da família real portuguesa em 1808.
Essa faceta boêmia pode ser visitada nos detalhes dos seus romances e, principalmente, nas crônicas que publicava na imprensa. Em junho de 1878, ele escreveu em "O Cruzeiro" que ia à Confeitaria Castelões, no centro do Rio, onde era habitué, "às quatro da tarde, absorver duas ou três mães-bentas, excelente processo para abrir a vontade de jantar."
O Rio de Janeiro do século XIX foi muito interessante e agitado, e a história gastronômica se mantém viva até hoje, através das heranças culturais portuguesas, como os botecos e os restaurantes que marcaram o estilo daquela época.
A Rua do Ouvidor como pólo de entretenimento, a chegada dos magazines, o lançamento das primeiras revistas de culinária e as receitas dos principais pratos, contemplando as canjas de galinha sorvidas por Dom João VI e os doces portugueses vendidos em confeitarias ou servidos pela burguesia carioca em seus saraus depois da Proclamação da República.
O Rio, capital do Império, viveu seu momento de "chá das cinco", programa obrigatório da elite após as óperas apresentadas no Teatro Lírico, inaugurado em 1871 por Dom Pedro II.
"Conversávamos alguns amigos, às cinco da tarde, bebendo chá. Havia elegância nas pessoas e nos costumes. Suponho que os ingleses é que inventaram esse uso de beber chá às cinco horas. Os franceses imitaram, nós estávamos vendo se imitando os franceses, há de haver alguém que nos imite.", escreveu José Maria Machado de Assis em crônica publicada em 1895 na "Gazeta de Notícias".
Além do material escrito por Machado, o livro "Relíquias Culinárias" de Rosa Belluzzo, lançado em 2010 e ganhador do Prêmio Jabuti em 2011, conta sob duas perspectivas irresistíveis, a do estômago e a dos eventos sociais, a evolução da vida cultural e do consumo no Rio do século XIX.
         

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Roteiro de Gourmet no Rio de Janeiro - Se produz. Se faz. Se come. E muitíssimo bem !

Um dos diferenciais de qualidade que os restaurantes mais prezam é o orgulho de servir pratos com ingredientes frescos.
Há uns poucos que vão mais longe ainda e só preparam suas receitas com produtos “recém-nascidos”. Essa categoria está trocando o supermercado por hortas, granjas, pomares e até lagos próprios.
Nesses lugares as receitas são calmamente preparadas com ingredientes colhidos na horta, a poucos passos do salão de refeições. Aves e peixes são criados nas cercanias. A deliciosa sobremesa é feita de frutas do pomar que pode estar em frente à sua mesa. Biscoitos amanteigados, doces, pães e até o especialíssimo queijo mascarpone, essencial no preparo do tiramissu, são feitos artesanalmente na cozinha, com ingredientes fresquinhos e receitas centenárias.
Tudo isso pode parecer capricho de purista mas quem entende de gastronomia sabe que produtos frescos e de primeira qualidade dão um sabor todo especial à comida.
Em comum, os restaurantes com estilo de fazenda tem pelo menos uma horta para colher na hora salsa, cebolinha, hortelã, tomate, alface, couve, espinafre, alecrim e orégano.

Restaurante da Pousada Tambo Los Incas - Itaipava  
Das verduras e frutas à galinha-d'angola usada no prato mais tradicional da casa, tudo é produzido ali no Vale do Cuiabá, onde fica. Todos os vegetais que vão à mesa são colhidos no mesmo dia, na variadíssima horta que fica a poucos metros da piscina. No cardápio só entra o que brotar no quintal. As jacas colhidas no pé recebem açúcar, canela e essência de baunilha e se transformam em um delicioso doce caseiro. As galinhas-d'angola vivem soltas pelo terreno, sempre andando em bando, à espera de irem direto para a panela do chef. Os marrecos também são criados ali, passam o dia no pequeno lago atrás da pousada e no final da tarde vão calmamente, em fila indiana, para os seus aposentos, atravessando graciosamente um riacho, proporcionando uma cena bucólica encantadora.   

Restaurante da Pousada Tankamana - Itaipava  
O atrativo mais charmoso são os pratos caprichosamente preparados com as trutas criadas ali mesmo. Através dos janelões de vidro que formam parte do piso do restaurante, dá para ver trutas de todos os tamanhos nadando nos tanques onde vivem, abastecidos pelas águas cristalinas vindas das montanhas da região. Peixe mais fresco, impossível.

Restaurante Bräun & Bräun - Friburgo
Especializado em culinária alemã, a maioria dos ingredientes vem direto do sítio do proprietário, que fica a cinco minutos de carro do restaurante. Além das plantações de verduras, frutas e legumes, há criação de suínos e aves. As iguarias do cardápio pedem toda a calma do mundo para serem saboreadas, como o pato assado com alecrim e servido com chucrute e batatas. A demanda para ter à mesa os leitãozinhos da criação própria é grande. Do galinheiro vem os frangos e os ovos caipiras especiais que dão mais graça às sobremesas, com suas gemas mais escuras e saborosas. 

Restaurante Quinta - Rio de Janeiro
Cercada por um pomar de onde são colhidas as 16 variedades de frutas que servem de matéria-prima aos doces caseiros, a mansão que pertencia ao pai do chef de proprietário, é muito aconchegante e faz os comensais se sentirem em casa. Tão à vontade que colhem suas frutas prediletas no pomar e dão ao garçom para preparar a caipirinha. É por essas e outras que é preciso não ter pressa para saborear bem o ambiente e o estiloso cardápio. Não à toa, só abre nos fins de semana. No Quinta, a natureza e o canto dos pássaros fazem parte do cenário para longas degustações prazerosas. O pomar também é a fonte dos molhos que acompanham alguns pratos, como as costeletas de javali. O maravilhoso licor de jabuticaba, feito artesanalmente ali mesmo, tem o seu segredo quase revelado. A receita é da avó mineira do dono, que lhe ensinou como fazê-lo com um sabor tão peculiar. 

Bistrô Torninha - Niterói
Uma das mais típicas e populares sobremesas italianas, o tiramissu, é preparado com o essencial queijo mascarpone, que nesta simpática casa é de produção própria. À base de creme de leite fresco, a preparação é tão artesanal que cada porção do queijo leva três dias para ficar pronta. Mas vale muito a pena, pelo sabor que dá ao tiramissu. Não deixe de saboreá-lo. Só faltava mesmo uma vaquinha no quintal do restaurante.  

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A vida aos saltos brincalhões

Como um bando de crianças, eles chegam ao alvorecer, saltando e fazendo ruídos que parecem gritinhos de alegria. Durante toda a manhã, permanecem nas águas claras, calmas, profundas e com variadas tonalidades de azul da Baía dos Golfinhos, em Fernando de Noronha. Ali descansam, cuidam de seus filhotes e se reproduzem. No início da tarde, deixam a enseada e saem para o mar aberto em busca de alimento.
Esse movimento se repete todos os dias no único lugar do Oceano Atlântico que os golfinhos rotadores escolheram para descansar, procriar e saltar alegremente.
No Oceano Pacífico, o encontro ocorre em Kealakekua Bay, no Havaí.
Essa espécie de nome científico Stenella longirostris, vive também no Oceano Índico, tem filhotes de até um metro e os adultos atingem o dobro, chegando a pesar 90 kg. Sua grande agilidade deriva, em parte, de seu formato hidrodinâmico e de uma pele oleosa que reduz drasticamente o atrito com a água. Isso permite que os golfinhos alcancem a velocidade necessária para realizarem seus saltos e piruetas. O período de gestação é de dez meses e tem vida média de vinte anos. Alimentam-se principalmente de pequenos peixes e lulas. Podem descer até a 300 metros de profundidade para capturar suas presas e permanecerem submersos por até 3 minutos. Seus predadores conhecidos são tubarões, orcas e algumas espécies de baleias. 

Apesar de muito alegres e brincalhões, parecendo querer a participação dos humanos, eles também tem as suas preferências e não abrem mão delas. No Havaí, a convivência com barcos lotados de turistas curiosos causou reflexos desastrosos. Muitos golfinhos rotadores se afastaram de Kealakekua Bay.

Um decreto de 1987 tornou a Baía dos Golfinhos área de proteção máxima e em 1990 foi fundado pelo oceanógrafo gaúcho, José Martins da Silva Júnior, o Centro Golfinho Rotador com o objetivo pesquisar o comportamento dos rotadores, protegê-los da pesca predatória e implementar meios para a preservação do habitat e da espécie no local, através da criação de condições para que o turismo e os golfinhos convivam de maneira equilibrada.   

Conheça os principais hábitos dos golfinhos rotadores, descorbertos pelos pesquisadores de Fernando de Noronha:

O cenário: os primeiros relatos da presença dos cetáceos no arquipélago datam de 1556. Cerca de 300 adultos e filhotes, em média, frequentam diariamente a Baía, onde permanecem de 5 a 9 horas.
A organização: durante a permanência na Baía, eles se dividem em grupos de descanso, cópula, cuidado com os filhotes e defesa.
A alegria: nadam geralmente em grupos, são ruidosos e agitados. Parecem se divertir o tempo todo e dão a impressão de nos convidar a brincar com eles.
O mergulho: eles inspiram e expiram por um orifício localizado na parte superior da cabeça.
A cópula: a fêmea é cortejada por até dez machos simultaneamente e todos a fertilizam, um por um. O macho volta o ventre para cima e se posiciona embaixo da fêmea. Os machos alcançam a maturidade sexual quando possuem de 7 a 10 anos de idade, enquanto as fêmeas de 4 a 7 anos, podendo gerar um filhote a cada três anos.
Os saltos: podem chegar a tres metros de altura e os pesquisadores acreditam que os ruídos que provocam são maneiras de se comunicar com o grupo. Ao saltar, giram no ar, daí o adjetivo rotadores. Chegam a dar 7 giros completos no ar antes de cair de volta na água. É a unica espécie de golfinho a executar tais rotações.
A amamentação: quando querem mamar, os filhotes esfregam ou dão pequenas batidas na glândula mamária da mãe. O período de amamentação dura de 11 a 34 meses.

"É fascinante pesquisar o comportamento deles. Novidades surgem quase todos os dias. Fico encantada", diz a oceanógrafa Valéria Machado, integrante da equipe. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Minha inesquecível boneca

“ Aos dois anos ganhei a Amiguinha que tenho até hoje na minha casa. Ela tem o tamanho de uma criança de três anos e acho que me apaixonei por ela por isso, ela era igual a mim. Eu a tratava como gente, colocava as minhas roupas nela, fazia escova nos cabelos, .... A Amiguinha é a minha mais querida recordação. “

“ Assim que nasci, a minha enfermeira Amanda me deu uma boneca, a Mucki, muito conhecida na Áustria, onde morei. Ela tem o narizinho arrebitado e os cabelos espetados, e a Amanda achou que ela era a minha cara e passou a me chamar de Mucki. O apelido pegou tanto que pouca gente sabe o meu nome verdadeiro, Vera Lúcia. Tenho a Mucki até hoje, ela sempre foi um talismã para mim. “

“ Tenho uma boneca que amo muito. Ela é alemã e meu pai me deu de presente pelas notas ótimas que consegui na escola, quando ainda era pequena e morava no interior de São Paulo. Ela é lindíssima e sempre foi muito importante para mim, tanto que a guardo até hoje. Sempre a penteio e fiquei possessa quando as minhas netas afundaram o olho dela. Corri para o Hospital das Bonecas e pedi para restaurarem, sem mudar nada no rostinho dela, mas botaram uma pestana que parece uma vassoura. O meu amor por ela ficou maior depois disso. “

“ Quando eu tinha onze anos fizeram o sorteio de uma boneca na paróquia que freqüentava e eu ganhei. Minhas amigas quase não tinham brinquedo e eu emprestava para elas a boneca que batizei de Chiquidita. Muitos anos depois contei essa história na empresa que trabalhava e a minha chefe disse que era dela a minha boneca de estimação. Rimos muito. “  

“ A minha boneca mais marcante foi a Coleguinha. Acho que era porque era quase do meu tamanho. Ganhei de presente de Natal quando tinha uns seis anos. Eu gostava de brincar de colégio, dava aulas para ela. Eu tinha poucas bonecas e a Coleguinha foi a mais querida. “

“ Gostava muito de pegar o Falcon do meu irmão para formar um casal com a Susi, a minha inesquecível boneca que ganhei do meu pai quando tinha quatro anos. Adorava construir uma casa para eles morarem. Era muito mais legal do que brincar só com a Susi. “     

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Roteiro de Sol & Mar no Nordeste – 12 Praias Paradisíacas

O litoral brasileiro tem cerca de 8 mil km de extensão, no qual deliciosamente se espalham mais de 2 mil praias.
Escolher qual delas é a mais apropriada para o tipo de lazer que se pretende nem sempre é fácil.
Selecionar dez delas e denominá-las paradisíacas é dificílimo (ainda bem!), principalmente se ficarem no Nordeste.
Mas há sempre aquelas com algo mais.
As dez de nossa preferência, descritas a seguir, além da beleza exuberante, estão livres de qualquer tipo de poluição ambiental, há hotéis ou pousadas confortáveis e tem restaurantes que, mesmo quando simples, oferecem boa comida.
A culinária vai da lagosta à carne de sol, o passeio a partir da jangada até o jegue e o espírito varia do aventureiro ao zen.
O que vale é aquela sensação de alegria sem fim !

Porto de Galinhas, Pernambuco
Fica a 70 km de Recife, cheia de piscinas naturais, ótimas para apreciar a vida marinha. Elas se formam durante a maré baixa, entre os arrecifes de corais, sendo um refúgio para diversas espécies de peixes, que podem ser vistos a olho nu ou em mergulhos. O visual é de tirar o fôlego. Há aluguel de buggy e passeios para as praias próximas, como Muro Alto, boa para a prática de esportes náuticos, e ao Pontal de Maracaípe, lindo santuário de cavalos marinhos.

Costa do Sauípe, Bahia
Está a 75 km de Salvador, tem cinco resorts muito confortáveis com várias atividades esportivas e diversas pousadas. São 8 km de praias quase desertas e areia muito branca. A paisagem é dominada por coqueirais. Um cenário ideal para quem procura infraestrutura completa, lazer, natureza selvagem, lagos e rios, cercado pela Mata Atlântica. Há belos passeios de catamarã no Rio Sauípe e para as praias de Mangue Seco, da Espera, Camurujipe e Sapiranga. Um programa e tanto é esticar 122 km até Porto Seguro, Arraial d'Ajuda e Trancoso.  

Maragogi, Alagoas
A partir de Maceió são144 km ou de Recife, 134 km. É cercada de coqueiros, mar azul claro e piscinas naturais. A 6 km da costa ficam as chamadas Galés, as mais belas piscinas naturais da região. Vale a pena esticar para conhecer as praias de Ponta de Mangue e São Miguel dos Milagres.

Praia do Forte, Bahia
A 65 km de Salvador encontram-se seus 14 km de praia quase selvagem, mar cristalino, piscinas naturais e recifes. Aproveite para visitar o Projeto Tamar que cuida da preservação das tartarugas marinhas. Atrações próximas são as praias de Itacimirim que começam em uma enseada e são belíssimas, Guarajuba que possui uma variedade de piscinas naturais, banho em águas calmas e limpas, e Imbassaí e Santo Antônio com seus cordões de dunas e a linha de coqueiral paralela ao mar. Os passeios de barco partem da foz do Rio Pojuca e seguem rio acima até as corredeiras, onde os mais arrojados poderão se aventurar na prática do "bóia-cross". 

Itacaré, Bahia
Distante 70 km
de Ilhéus encontram-se quinze praias quase intocadas, separadas por costões de Mata Atlântica preservada, rios e cachoeiras. Algumas são acessíveis somente por trilhas mas o visual delirante compensa o esforço. Navegar de barco pelo Rio das Contas até a Cachoeira do Cleandro é um passeio magnífico.


Fernando de Noronha, Pernambuco
Há vôos diários saindo de Recife e de Natal. A "Esmeralda do Atlântico" é um arquipélago formado por 21 ilhas. A de Fernando de Noronha é o topo de uma montanha submarina de origem vulcânica, cuja base está a cerca de 4000 metros de profundidade. As praias são de beleza estonteante e os cenários deslumbrantes com águas cristalinas em diversas tonalidades de azul. Pode-se conhecer as praias de barco ou alugando um buggy. Há um mirante para observação de golfinhos e de baleias. Reserve com antecedência, pois existe controle do número de turistas. Leia o post "A vida aos saltos brincalhões".

Barra Grande, Bahia
Saindo de Salvador são 35 minutos de avião. De Ilhéus são 137 km até Camamu e depois mais 90 minutos de barco ou 30 minutos de lancha. Nesta segunda opção, o passeio pitoresco compensa o tempo maior. Barra Grande fica na Península de Maraú e tem praias de mar calmo e outras com ondas grandes, além de piscinas naturais. Bons passeios para Taipus de Fora, Lagoa do Cassange e excursões de barco para as ilhas próximas.

Pipa, Rio Grande do Norte
São 80 km saindo de Natal. O litoral é entrecortado por falésias (escarpas altas e íngremes, formadas pel
o embate das ondas no terreno) com mar de água cristalina. Na Baía dos Golfinhos, esses artistas aquáticos dão shows imperdíveis em palco natural. Boas opções são ir de barco ou de buggy para a Praia do Madeiro e para a Lagoa Guaraíras.


Jericoacoara, Ceará
Localizada a 320 km de Fortaleza, é um santuário ecológico. Foi considerada uma das dez mais belas praias do mundo pelo jornal americano Washington Post. Em 1984 tornou-se Área de Proteção Ambiental (APA), conservando praticamente intocada sua beleza natural. Gigantescas dunas móveis, coqueirais, lagoas de águas cristalinas, manguezais, cavernas, praias de enseada e de oceano, misturam aspectos do sertão e da costa litorânea nessa antiga aldeia de pescadores. É imperdível subir no fim da tarde à Duna do Pôr do Sol. Passeios que valem a pena são para as praias de Tatajuba, de Pedra Furada e para as magníficas lagoas Azul e do Paraíso.

Canoa Quebrada, Ceará
A 175 km
de Fortaleza, com magníficos coqueiros, falésias, lagoas entre as enormes dunas de areia. O céu resplandece em um azul invejável, a 3º da linha do Equador, possui um clima estável, em torno de 30 ºC durante todo o ano. Faça o tour de buggy ou de quadriciclo às praias vizinhas, algumas desertas e de beleza incomum, e às lagoas. Há também passeios de jangada ou à cavalo. No alto da maior duna, pode-se apreciar um dos maiores espetáculos do nordeste, o Pôr do Sol de Canoa.  


São Miguel dos Milagres, Alagoas
É  um  dos  povoados  mais  antigos  de Alagoas, a 106 km de Maceió. Local onde a natureza escolheu para se deleitar em seu régio legado de paz. Um reinado de infinita beleza com barcos sobre as águas mansas, o barulho envolvente das ondas e o farfalhar das folhas dos coqueiros. Cada praia semi-deserta ao redor do povoado tem uma beleza singular, mas sempre com o mar característico de águas verde-claras, mornas e quase sem ondas, com os recifes da Costa dos Corais. Quando a maré esta baixa é possível andar quilômetros mar adentro e ter acesso direto às piscinas naturais, onde se pode praticar o mergulho. Visite o peixe-boi no rio Tatuamunha e faça um passeio à cavalo. Badalação e agitada vida noturna estão em outras paragens. Há pousadas confortáveis e a gastronomia é excelente com temperos e frutos do mar sempre do dia. O melhor dos milagres já está feito...é só se esbaldar com tanta natureza.

Maracaípe, Pernambuco
Localizada apenas a 76 km de Recife e a 3 km da badalada praia de Porto de Galinhas, Maracaípe conquista o visitante por sua exuberante beleza natural, extensa rede de coqueiros, plantações de cajueiros e por ser rica em reservas ambientais. Vale destacar que o lugar oferece boa infraestrutura de hospedagem e lazer, como pousadas, chalés e bares que estão localizados à beira-mar e à beira-rio.
O nome Maracaípe foi dado pelos índios tupi-guarani e vem da combinação de Maraca, instrumento musical indígena, com Ipê, árvore muito encontrada na região.
Maracaípe vem sendo escolhida pelos turistas para descansar e aproveitar o sossego local. A praia faz lembrar as ilhas do Pacífico, como o Tahiti, na Polinésia Francesa, como também o Hawaii, devido às ondas perfeitas para prática do surf, tendo recebido competições brasileiras e internacionais em decorrência de suas águas claras e ondas fortes. É por isso perigosa para banho. Seu clima é jovem e descontraído. Ao longo da praia há bares e restaurantes que servem frutos do mar sempre frescos nas cabanas de sapê fincadas na areia. Para conhecer as maravilhas da região uma boa opção é um passeio de jangada.
Mas, há também opção para quem está em busca de águas calmas e mornas. No Pontal de Maracaípe, está a foz do rio Maracaípe, berçário de inúmeras espécies da fauna marinha, no seu encontro com o mar e, na maré baixa, formam-se piscinas naturais. É uma excelente opção de banho para quem gosta de águas tranqüilas. Lá, você vai encontrar bancos de areia e de corais. Vale também um passeio de lancha, de caiaque ou de jangada pelo rio Maracaípe para apreciar os seus manguezais à margem e almoçar bem na beira do rio. O Pontal abriga uma rica biodiversidade, na areia branquinha é possível caminhar ao lado de siris. O mergulho nas águas do mangue é uma surpresa à parte, lá é possível nadar ao lado dos frágeis e belos cavalos marinhos.
É imperdível fazer um visita ao Projeto Hippocampus, onde é possível conhecer o habitat do cavalo-marinho. O jangadeiro ou você (claro que vale a tentativa!) consegue capturá-lo debaixo d’água com uma garrafa de vidro transparente para admirá-lo e depois devolvê-lo ao mar.
No fim da tarde não deixe de ir ao Oiteiro, onde fica a Igreja de Nossa Senhora do Oiteiro, para ver a linda imagem da praia do alto e a cena inesquecível do pôr-do-sol e do nascer da lua. É surpreendente o visual panorâmico lá de cima.Se quiser dar uma esticada, caminhe na maré baixa até a praia de Enseadinha que fica do outro lado do Pontal de Maracaípe e tem características semelhantes com seus arrecifes de corais, ondas fracas e vegetação de mangues. É, em geral, uma praia deserta.

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